A minha Alice completa hoje 37 semanas. Na barriga da mãe Liliana, está claro. Vocês sentem o mesmo que eu? Isto está a passar muito rápido não está? 37 semanas significa que está quase. Quase, mesmo quase. As 40 semanas são apontadas como o tempo “certo”, mas a verdade é que, segundo li algures, apenas 5% dos nascimentos ocorrem na meta das 40 semanas. A maior percentagem é antes e ainda existem bebés que prolongam a estadia. Na gíria da linguagem hoteleira, fazem um “late check out”. Segundo o nosso médico, a minha querida Alice já está bem formadinha e ela é que decide a hora de sair. Pode ser amanhã ou pode ser daqui a 3 semanas. Pelo sim, pelo não, a roupinha dela já está na mala e já tem uma caminha (e um quartinho) à espera dela. Como devem calcular estou com todos os meus orgãos a palpitar de curiosidade em conhecer a minha menina.

A mãe Liliana não tem a mesma opinião. E eu percebo perfeitamente porquê (sim, é ela que tem as dores…e o peso). Sinto que o tempo está a voar. Um espécie de “esperem lá, é já agora?”. A expressão interior “vou ser Pai”, não me assusta, mas mexe comigo. Apesar de me assumir como tranquilo e ser muito para a frente, sem grandes medos, agora (que está quase) dou por mim a pensar como vai ser. Se falta alguma coisa, se vou estar à altura dos acontecimentos, se ela não vai ser uma pequena patife que não me vai deixar dormir. Enfim, acho que coisas normais para que está a poucos dias de ser Pai. Ainda para mais, pela primeira vez. O começar a ver o dia do parto de perto, também começa a pesar. Não vou ser eu estar deitado, ou sentado ou de lado, na cama da sala de parto, mas agora começo a sentir as primeiras ansiedades, não exageradas, apenas (penso eu) normais. “Espero que corra tudo bem. Espero que a Liliana não sofra muito. Espero que a Alice venha cheia de saúde e com muita vontade de abraçar o Pai”. Sim, aquele fala com ela do lado de fora da barriga e que está sempre a esfregá-la. Enfim, muitas perguntas, que significam apenas amor e carinho.

O quarto da Alice tem vindo a ganhar forma. Sim, eu sei que o primeiro quarto dela vai ser o quarto dos pais, mas faz parte do nosso processo. Tanto para mim, como para a mãe Liliana, tem sido um prazer gigante comprar cada coisinha do quarto da nossa menina. E para os avós também. Sim, porque também andam todos muito babados. Muito engraçado de ver. Também vai ser a primeira vez, para todos eles. Não passa um dia em que não me sente um bocadinho no quarto da Alice, é tão tranquilo, parece que já é mesmo dela, e ela ainda nunca o pisou. Percebem o sentimento? Não sei se foi pelo amor com que fizemos e escolhemos tudo, muitas vezes, com coisas muito simples, mas parece que quando se entrar pela porta só existe o bem, só existem coisas boas. É muito bom de sentir. Espero que a minha Alicinha o sinta também.

Outra das coisas já ficou decidido é que não só vou a assistir ao parto (caso seja parto normal), mas como vou mudar a primeira fralda e vestir a Alice pela primeira vez. Sinto-me confiante, espero não fazer asneira. Não dá para ensaiar, mas já sonhei muitas vezes com isso. Espero que ajude.

 



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