A minha Alice completa hoje 28 semanas. Já pesa mais de 1 quilo e já tem quase 40 centímetros. Diria que, para quem já a viu com o tamanho de uma migalha, já está quase uma mulher. Sim, já me estou a sentir velho (brincar). Segundo uma aplicação que tenho, neste momento, a Alice pesa tanto como uma couve rouxa e tem o tamanho de um ramo de salsa (daqueles grandes). O peso da couve rouxa, aceito. O ser comparada com um raminho de salsa, é que é mais confuso para mim. Um ramo de salsa, para mim, transmite-me paz e sossego. Em contraste, a Alice está sempre em modo “passo de dança”. Não deixa a coitada da mãe sossegada, nem por 10 minutos. (verdade seja dita, parece que me estou a queixar, mas se ela ficar sem se mexer durante meio dia, parece que o mundo vai acabar). Dito isto, só posso concluir que não vejo a hora de abraçar a minha rica filha.

Tudo passou tão rápido. Parece que ainda ontem estávamos a dizer às pessoas que íamos ter uma Alice e agora parece que estamos a ver a meta da maratona da gravidez. Há uns tempos parece que só contava de 4 em 4 semanas. A Alice tem 4 semanas, a Alice tem 12 semanas. Agora todas as semanas é uma espécie de conquista e rejubilo de felicidade. Talvez porque as mudanças na Alice e na Liliana, neste momento, são quase diárias. Talvez por se estar a aproximar o nascimento da Alice. Neste ponto, vivo um misto de sentimentos. Por um lado, quero muito muito muito conhecer a Alice. Por outro lado, quero muito muito muito que ela se aguente no quentinho da barriga da mãe por mais umas boas semanas. É esquisito, não é? É quase como estarmos cheios de fome e estarmos a olhar para uma laranjeira, a ver uma bonita laranja a crescer. São muitos sentimentos novos. Muitas novas luzes a acender dentro de mim. 

É claro que muitos de vós, e com razão, irão dizer que é por ser o primeiro, ou neste caso, a primeira. Mas no meio de toda uma bolha de imensa alegria, e talvez por agora já estar a ver a meta, começam a surgir as primeiras questões, todas relacionadas com “será que vou estar à altura dos acontecimentos?”. Agora, penso muitas vezes nisso. Acredito que quando chegar a altura, vai ser de coração para a frente e sem medo de nada. Espero que seja assim.

Agora também andamos em preparativos, aqueles finais, para a chegada da Alice. Já tem um quartinho todo pintadinho de um cor bonita e que aguarda a chegada dos primeiros móveis. O carrinho (e todo um sem fim de acessórios) para ela passear fora de casa, já vem a caminho. Fui eu que escolhi (é claro que sei, que isto é o que mãe da Alice me faz acreditar). Já temos também um sem fim de roupa para os primeiros 3 meses. Mas pelo que percebi, ainda falta comprar metade. E também já tenho uma lista de coisas, para fazer a mala da Liliana e da Alice, agora. Para quando chegar a hora, não estarmos todos felizes no hospital e a Alice sem meias e com as fraldas do vizinho do lado. Enfim, esta coisa da gravidez faz todo o sentido. Não só para os filhos e para a sua, perceptível, formação. Mas também para os pais. Estou numa formação tão gradual como a Alice. Estou a ganhar experiência e conhecimento como pai. Há 7 meses, não sabia que existiam tamanhos zero. Quer dizer, não sabia quase nada. Agora já sei muitas coisas. Mas mesmo assim, mãe da minha filha, diria que estou mais atrasado como pai, do que a Alice como filha. Tecnicamente, diria que tem razão. É mesmo muita informação. Misturada com muitos sentimentos. Conto com o meu coração para saber que vai correr tudo bem. E que vou lutar sempre por aquele objectivo chamado “ser o melhor pai do mundo”.




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