Aldeia de Barroca. Sede de freguesia, pertencente ao concelho de Fundão, com cerca de 470 habitantes. Esta aldeia cheira a Zêzere e tem uma relação umbilical com o rio que corre nas “traseiras” do seu mais antigo conjunto de casas. Para mim, Barroca não foi amor à primeira vista, mas com o andar do tempo a relação foi-se aprofundando. Barroca tem um coração sincero e grandioso, foi a sua zona antiga, feita casas apalaçadas e ruas estreitas, com vista para o Zêzere, que estreitou a nossa relação e me mostrou a melhor face desta bonita e singular aldeia.

Talvez seja uma das mais icónicas aldeias do xisto, pertence ao grupo do rio Zêzere. Aliás se iniciarmos o percurso no rio, da nascente até à foz, esta será a primeira aldeia qualificada como aldeia do xisto, que iremos encontrar. Com vista para a paisagem lunar das Minas da Panasqueira, esta aldeia é muito mais do que aquilo que mostra, pelo menos numa vista mais superficial. Já visitei Barroca uma boa dezena de vezes, a admiração por ela tem aumentado gradualmente. Sinto que ainda tem muito mais histórias por relevar.

Tem cinco capelas, uma igreja matriz e uma casa grande. Sim, a Casa Grande (o nome), edifício com origem no séc. XVIII, localizado bem no centro da aldeia, é, literalmente, uma casa grande. Depois, cada canto é pormenor. Existem muitos por descobrir.

Ansioso pela próxima visita.

 

 

 

Esta história pertence ao projeto Retratos do Centro de Portugal. Vão ser construídos 365 retratos, 365 pequenas histórias, sobre toda a grande Região Centro de Portugal. Podem consultar todos os retratos aqui.

 

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