Álvaro. Aldeia do Xisto pertencente ao concelho de Oleiros. Em 1800 tinha cerca de 2000 habitantes, em 2019 tem cerca de 200. Fica localizada numa espécie de varanda com vista para o majestoso rio Zêzere.

Álvaro, quem seria o Álvaro que deu nome a esta terra? Cada vez que visito este lugar, e já contabilizo muitas visitas, penso nisso e imagino muitas histórias à volta do nome. O presidente da junta da altura (sim, eu sei que na altura do primeiro povoamento não existiam freguesias) chamava-se Álvaro e colocou os holofotes sobre si, dando o seu nome à sua terra. Seria Álvaro um guerreiro, que conquistou esta terra numa batalha sangrenta? Ou então uma história de amor entre um Álvaro e uma princesa? Ou seria Álvaro um nome derivado de uma língua antiga, de antigos ocupantes deste lugar, e que Álvaro, nessa língua quer dizer qualquer coisa como panela, um qualquer peixe ou um nome de árvore de fruto? Nunca pensaram no assunto “o processo criativo na escolha de um nome para uma aldeia”? Eu penso muitas vezes.

Bem, após alguma pesquisa, lá encontrei a origem do nome e lá encontrei o Álvaro. Ora bem, numa longínqua época, a rondar o séc. XII, um cavaleiro construiu um pequeno castelo, no cimo de uma colina, onde hoje está localizada a aldeia. Numa altura de constantes batalhas, expulsões e reconquistas, o cavaleiro e a sua mini corte, viu-se afastado da sua terra e propriedades. Talvez tenha caminhado para uma batalha num lugar longínquo, talvez tenha perdido tudo num duelo, talvez se tenha apaixonado. Não sei. Mas deixou para trás um criado, incumbido de cuidar do espaço. O nome desse criado era ÁLVARO Peres. Já estão a ver o resto da história.

 

 

Esta história pertence ao projeto Retratos do Centro de Portugal. Vão ser construídos 365 retratos, 365 pequenas histórias, sobre toda a grande Região Centro de Portugal. Podem consultar todos os retratos aqui.

 

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