Serra d’Aire. Uma espécie de gigante do centro. Talvez um gigante adormecido. Acredito que muitos saibam que existe. Acredito muitos já a viram. Acredito que poucas a sentiram. Um lugar maravilhoso.

Marca a fronteira entre as províncias Beira Litoral, Estremadura e Ribatejo. Faz parte do Parque Natural das Serras d’Aire e Candeeiros, em conjunto com a Serra dos Candeeiros e dos planaltos de Santo António e São Mamede. Atinge a altitude máxima no ponto 679 metros, o que numa região plana, é obra. É território de grutas, sendo as mais conhecidas as de Mira d’Aire e Alvados. Nesta serra nascem dois rios, o Lena e o Almonda. Na região do Médio Tejo, é representada pelos concelhos de Alcanena e Torres Novas. Pelo meio existe vales, campos de oliveiras, espaços rurais delimitados por graciosos muros de pedra, e um cheiro a natureza que ativa os sentidos de qualquer. Parece-vos bem? Já estão convencidos?

Várias vezes me perdi por esta serra. Quase numa outra vida, que deixa saudades e muitas memórias, das boas. Já vivi a serra de bicicleta e pé, já desci a grutas, já sentei em muros a ver o nascer do sol, já subi a alguns dos seus pontos mais altos para assistir ao pôr do sol, virado a Oeste, onde quase se vê o mar. Arrisco a dizer que esta serra é um dos meus lugares favoritos desta região centro.

 

Vale a visita. 

Coordenadas: 39.535567,-8.628631

 

 

Esta história pertence ao projeto Retratos do Centro de Portugal. Vão ser construídos 365 retratos, 365 pequenas histórias, sobre toda a grande Região Centro de Portugal. Podem consultar todos os retratos aqui.

 

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