Cheiros intensos, terra molhada, temperaturas amenas, novas cores, novas folhagens, novas vidas. Isto é a Primavera. A minha estação do ano favorita.

A natureza é poderosa e bela. Gosto da sazonalidade das coisas, de tempos diferentes, de adaptação e regeneração. O Médio Tejo, o meu território, território mais a Sul da região Centro de Portugal, é um lugar de fronteiras, onde o Alentejo dá lugar ao Ribatejo, onde o Ribatejo dá lugar às Beiras. A cultura de fronteira, deste território, também se sente na paisagem. Nada é constante, tudo muda a ritmos diferentes. A chegada da Primavera sente-se de diferentes formas. Desde os campos de sementeira da Lezíria, onde o castanho dá lugar ao verde, até a floresta da Beira Interior, onde o cheiro a terra molhada alimenta o pinhal.

Este retrato foi captado em território da Sertã. No norte do Médio Tejo. O verde abunda e aquilo que é vulgarmente por vegetação menos nobre, a vegetação rasteira que molda a paisagem e que cresce sem pedir licença, toma conta da paisagem. O território e o lugar onde foi captado este retrato, ardeu por completo no Verão de 2017. Na Primavera de 2019 está assim, verde, amarelo, com cheiro a molhado e a transpirar a vida. Percebem porque gosto tanto da Primavera? Sim, além das cores, dos cheiros, de beleza dos campos, também é sinónimo de esperança. E é tão bom termos esperança.

 

 

 

Esta história pertence ao projeto Retratos do Centro de Portugal. Vão ser construídos 365 retratos, 365 pequenas histórias, sobre toda a grande Região Centro de Portugal. Podem consultar todos os retratos aqui.

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