Médio Tejo, sub-região da região do Centro de Portugal. Acredito de que uma das mais juvenis sub-regiões de Portugal, mas que alberga territórios cuja história se perde na história. Esta sub-região é composta por 13 municípios: Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha, Sertã e Vila de Rei. Quase todos eles com origem cultural e paisagística na antiga província do Ribatejo, com excepção de Mação, Sertã e Vila de Rei, que historicamente pertencem à antiga província da Beira Baixa. E Ourém, que historicamente pertence à antiga província da Beira Litoral. É a sub-região mais central do país, com um recurso natural que, direta ou indiretamente, absorve todo o seu território, também consagrado no nome desta sub-região, o rio Tejo.

Este retrato foi captado no Jardim do Castelo de Abrantes, um lindíssimo espaço com origem no séc. XIX, com vista desafogada e privilegiada para o rio Tejo. E claro, englobado no Castelo de Abrantes. Os elementos deste retrato espelham bem aquilo que é a cultura da sub-região e território Médio Tejo. Sempre com o Tejo como referência. Recurso capaz de satisfazer necessidades básicas, como abastecimento de água, fonte de alimento (peixe do rio), capacidade de rega (e indiretamente providenciar alimento). Acredito que esta tenha sido a visão dos primeiros colonizadores deste território. Em segundo lugar, a ligação ao Castelo de Abrantes, como património edificado relacionado  à defesa do país. Sendo este um território claramente acastelado, como recurso protetor e com a centralidade a funcionar como ponto estratégico. Em terceiro lugar, e com outro período de implementação, está a industria. Aqui o rio, além de recurso básico, também funcionou como via de transporte de mercadorias, sendo ao longo do tempo substituído pelo caminho de ferro, aproveitando os recursos já implementados, quer pelo rio, quer pela centralidade e fácil acesso.

Imaginando o ponto mais central desta sub-região e introduzindo o automóvel nesta equação. Em 1h30 de deslocação podemos chegar a Lisboa, ao mar (Nazaré, por exemplo), à neve (Serra da Estrela), a Espanha, a Coimbra ou a Évora.

Sim, eu sou de Abrantes. Sou Ribatejano de alma e coração, e esta é a minha sub-região.

 

Esta história pertence ao projeto Retratos do Centro de Portugal. Vão ser construídos 365 retratos, 365 pequenas histórias, sobre toda a grande Região Centro de Portugal. Podem consultar todos os retratos aqui.

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