Clube Humbria. Hotel localizado em Olhos de Água, bem pertinho da praia. Funciona em regime “Tudo Incluído”. Foi aqui que ouvimos o tiro de partida para o nosso Verão de “sol, praia e mergulhos”.

Viajar é parte comum do meu trabalho. Do trabalho da Liliana não. Muitas vezes, torna-se díficil alinhar os astros e a agenda de cada um, para nos enfiarmos no carro (ou no avião) e partirmos para uma viagem em família. Lembro e enfatizo que foram as viagens com a Liliana, nos primórdios da nossa vida a dois, um dos pontos chave na génese do Meu Escritório. Gostamos muito um do outro, mas somos muito diferentes (o que, enquanto casal, me parece uma benção). Dentro das nossas diferenças, o viajar, sair, conhecer, viver, sempre foram pontos de convergência. Sem discussão. “É para ir?”, significava sempre um “vamos!”. No inicio das nossas vidas, enquanto casal viajante, apesar do gosto partilhado em ir, os estilos em viagem eram diferentes. Eu gostava mais de uma mochila nas costas, a Liliana gostava mais de um bom hotel. Sempre conseguimos alinhar as coisas. Uma vez cedia um, outra vez cedia outro. Mas sempre tive uma espécie de máxima, que a Liliana alinhava comigo, “tudo incluído, nem pensar”. Pensei que esta máxima seria para sempre. Agora percebo que era uma espécie de “sangue a circular depressa demais”. Agora, a resposta é quase imediata que quando me lançam o desafio “tudo incluído? Sim, por favor!”. Na nossa equação viajante, surgiu um novo elemento. A Alice. Férias em família, com uma bebé fofinha, onde não temos que nos preocupar com nada, a não ser onde vamos dar o próximo mergulho, é uma espécie de benção. É claro que ainda gosto de uma mochila nas costas e um mapa na mão. É claro que também vou dar uma mochila à Alice, para ela conhecer o mundo. Mas agora, sinceramente, sabe tão bem um tudo incluído. E foi isso que encontrámos no Clube Humbria. Tudo incluído. E não me refiro só às refeições. Incluo também a capacidade de bem receber, que continua a ser o mais importante. Até nos “tudo incluído”.

Ficámos 4 dias. Eu adorei, a Liliana adorou e Alice, acho eu, ficaria, facilmente, a viver por lá. Acordámos cedo, no nosso apartamento junto à piscina, caminhávamos até ao pequeno almoço, depois seguiamos para a praia (existem muitas e boas opções, bem perto do hotel), voltávamos para o almoço (no hotel), depois seguia-se a sesta da Alice (e às vezes do pai da Alice), para ganhar energia para os mergulhos da tarde, estes na piscina. A Alice parecia um golfinho. Na piscina, entre mergulhos, consegui ler (boa parte de) um livro. Coisa rara nos últimos tempos. A minha Liliana aproveitou para repor os níveis de vitamina D. No último ano, foi uma espécie de “praia, nem vê-la”. Já com o sol a cair, jantávamos no (muito bom) restaurante do hotel. Algumas vezes, depois de jantar ainda dava para dar um pézinho de dança, com a Alice (que adora música e dançar), no bar do hotel. Esta rotina só foi quebrada na noite em que fomos jantar ao restaurante do Hotel Falésia Garden (que pertence ao mesmo grupo do Clube Humbria), que tem uma vista lindíssima. Estávamos a gostar da rotina, mas também soube bem quebrá-la. Já disse que o restaurante do Falésia Garden tem uma vista lindíssima?

Sorrisos, mergulhos e novas peripécias (quase que saiu do hotel a andar) da Alice são as melhores memórias destas férias. E é tão bom quando isso acontece. Onde o simples é perfeito.

Obrigado, Clube Humbria e suas pessoas, por tão bem receberem a minha família. Até breve, num próximo Verão.

 

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