Aqui a questão é sempre muito simples. Caminhar durante uma porrada de dias, com a mochila às costas e sem qualquer tipo de apoio logístico, ou seja ninguém para te carregar a mochila (nem que seja por um bocadinho) e levar uns extras. Segredo: levar apenas e só, o que vai ser mesmo necessário. Um pequeno extra que estás na dúvida? Compra no caminho se fizer falta!

A mochila tinha capacidade para 45l e nem a pesei depois de carregada, para não ir a pensar nisso. Para o caminho levei:

  • 6 Tshirts – podia ter levado menos, mas tomei a decisão de não lavar roupa..como não iria caminhar 30 dias dava para utilizar uma lavada todos os dias;
  • 1 Camisola de manga comprida – para o inicio de caminhada e para a noite;
  • 1 Casaco impermeável – daqueles que ocupam pouco espaço, bem fininho, para o caso de chover (como aconteceu);
  • 1 Saco (pequeno) com frutos secos – é o que chamo que comida de emergência, para o caso de ficar em fraqueza e demorar a encontrar um local para comprar comida; 
  • 1 Cantil – ia preso no mochila, para evitar andar com uma garrafa de água na mão. Água é essencial;
  • 1 Chapéu – este foi quase sempre na cabeça;
  • 2 Calções – uns para caminhar e outros para vestir depois da caminhada;
  • 1 Chinelos – essencial, porque os balneários nos albergues são compartilhados;
  • 1 Saco-cama – essencial, porque muitos os albergues apenas fornecem um lençol (e se assim for, já é uma sorte) para revestir o colchão;
  • Telemóvel, GoPro e Portátil – para mim todos são essenciais. O telemóvel toda a gente sabe para que serve, ainda com a possibilidade de poder fazer uma pesquisa sobre alguma coisa ou consultar um mapa. A GoPro para a documentação fotográfica, para mim é o ideal, pequena, leve e eficaz. O portátil (tenho a sorte de ter um que pesa menos de 1kg), para mim é essencial, porque preciso de escrever, porque caso contrário, era completamente dispensável;
  • Carregadores
  • Sapatilhas – muitos me perguntam porque levo sapatilhas e não levo botas. A resposta é simples, tenho os pés muito sensíveis e tinha de levar um calçado com que me sentisse bastante confortável. As sapatilhas têm a vantagem de me fazerem menos bolhas, as botas têm a vantagem de minimizar as dores causadas pelo impacto. Na avaliação de prós e contras, levei as sapatilhas. Se fosse para uma caminhada mais longa, levava botas. Isto tudo para os meus pés e porque os conheço bem (cada um sabe o que irá ser melhor para os seus 😉 );
  • Navalha – dá sempre jeito;
  • Estojo de beleza 😉 – aqui inclui bens de primeira necessidade como escova e pasta de dentes, sabão, desodorizante e lentes de contacto. E também os primeiros socorros e afins, halibut, pensos, agulha e linha (para as bolhas), voltaren (comprimidos) e bruffen;
  • Cuecas e meias – levei um par para cada dia (optei por não lavar nada).

O que me faltou levar? Um poncho (um fato gigante para a chuva)! É essencial para os dias de chuva e bem arrumadinho não ocupa espaço nenhum (caso não chova). Como é grande, cobre o corpo e a mochila (até mais importante que cobrir o corpo 😉 ). Como apanhei 2 dias de chuva, consegui desenrascar a coisa e comprei um numa loja dos chineses em Pontevedra. Aqui o desenrasca é melhor que nada, mas devia ter antecipado isto. Primeiro porque eles poderiam não ter o tal poncho e depois porque a qualidade dele é muito duvidosa (assim que o vesti pela primeira vez, rasguei logo metade 😉 )

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