Com o calor (e Sol) que está (pelo menos em Abrantes), nem dá para acreditar que já estamos no Outono. Mas é verdade, já é Outono. Aquele tempo que nem faz muito frio, nem faz muito calor. Não é o ideal para ir para a praia, ou pelo menos ficar escarrapachado, tipo lagarto, ao Sol durante horas, e o regresso à toalha após um mergulho, é ligeiramente mais desagradável (mais fresquinho, portanto). E também não o tempo ideal para ir para neve (esta da neve foi só para criar ambiente 😉 ).

Portanto, não é para praia, nem é para neve. Mas viram o número de coisas que restam, que fazem bem melhor sem um calor ou um frio dos diabos!? É pegando nesta deixa e pensando na malta que (pensa que) está numa depressão profunda por ter acabado o Verão (e que provavelmente pensa que nunca mais voltará a ser feliz, tudo porque acabaram as suas belas férias no Algarve 😉 ), que sou sugerir 5 belas viagens, que encaixam que nem uma luva no Outono. E assim podem voltar a ser felizes, considerando o pensamento “o Outono até é coisa boa, vou aproveitá-lo bem”.

5 viagens em que olho para elas e digo “isto é bom de se fazer é no Outono!” (ou na Primavera, mas isso não vem agora para a conversa 😉 ):

#CAMINHO DE SANTIAGO

Seja ele qual for e as opções são muitas para chegar a Santiago (interior, costa, primitivo, etc). Sou um, como diz o outro, “louco apaixonado” pelo Caminho de Santiago. Faz hoje duas semanas que terminei mais um caminho (podem ver como foi aqui), numa épica e memorável aventura. Qualquer altura é boa para fazer o caminho, mas sinceramente, prefiro evitar o calor e o frio para caminhar, mesmo que seja para caminhar até Santiago.

DCIM127GOPRO

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#GRANDE ROTA DO ZÊZERE

Para fazer a pé ou de bicicleta (BTT). São 363km que ligam a nascente à foz (ou vice-versa) do rio Zêzere. Do Covão da Ametade, na Serra da Estrela, a Constância, no Ribatejo. Todo o caminho está muito bem marcado e será certamente uma experiência e pêras. Num irá sozinho (quase se lance à aventura de mochila às costas), pois terá sempre a bela e reconfortante companhia do rio Zêzere, passando por pontos de singular beleza como o Vale Glaciar,  Aldeias de Xisto (Barroca, Janeiro de Cima, Janeiro de Baixo, Álvaro e Pedrogão Pequeno), Dornes, Penedo Furado ou Albufeira de Castelo de Bode. Lá está, é de evitar o frio e a neve da Serra da Estrela, e o calor (abafado) da zona centro, no pico do Verão, derruba qualquer um.

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#ROTA DOS VINHOS VERDES

Quem teve a feliz ideia de criar rotas (para caminhar ou pedalar) por regiões de vinho merecia um valente beijo na testa. Era merecido! Quem pensa que quem viaja a caminhar ou a pedalar, não come e não bebe (bem!!), não sabe o que é a vida 😉 . Ao contrário de muitas outras regiões vinícolas do nosso país que iniciam o período da vindima no final de Agosto, na região dos Vinhos Verdes a vindima começa por esta altura. Não conseguem adivinhar qual a melhor altura para a visitar!? Fácil, não? 😉 Caminhar com o cheiro a uva no ar é do melhor que pode existir.

vinha5+info

#ALTO ALENTEJO

Aqui, aconselho a ir de bicicleta (uma qualquer) e sem pressa de chegar. Estradas belíssimas para a prática do cicloturismo. Com pouca dificuldade, com pouco trânsito, comida e bebida (vinho!!) do melhor que existe no Mundo, uma cultura bastante particular de um povo muitíssimo simpático e bem disposto, que faz qualquer pessoa (incluíndo um finlandês) sentir-se em casa. Um dos meus favoritos (de todos os tempos)!

Castelo Marvao

Marvão © Harold Davis

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#LISBOA E PORTO

Esta parece muito fácil, mas não é. Muitos de nós só vão a Lisboa para ver o Benfica ou ir ao Colombo, ou vão o Porto, de passagem, para visitarem uma prima que têm em Braga. O que o comum portuga pensa: “conheço muito bem Lisboa e ainda melhor o Porto!!” Mentira!! Temos a sorte de viver num país (amigos brasileiros que lêem as coisas do Meu Escritório, têm de vir cá 😉 ) fabuloso e com duas cidades do mais bonito e interessante que existe no Mundo. Valem a visita, sem bola, compras ou primas. Conhecer bem Lisboa e Porto, é também conhecermo-nos melhor (portugueses e brasileiros). Isto também se aplica para quem vive em Lisboa e Porto, que vive na azafama constante (e difícil) do trabalho-casa-trabalho. É possível viajar (bem) sem sair de “casa”. E, para mim, não existe altura para visitar estas cidades, do que a altura do casaco no ombro.

Miradouro Lisboa - Papel de Parede

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