Sobre 2017. Esta coisa da mudança de ano tem um efeito tremendo em mim. Eu sei que é só uma questão de calendário e orientação, porque na questão matemática, apenas se soma mais um dia a todos os anteriores. Mas não consigo fugir a profundas reflexões e muitos planos para o futuro. Não sei como funciona esta época convosco, mas no meu caso tem vindo a piorar. Parece que a meio de Dezembro já não conseguia avançar mais, estava, mentalmente, fechado para balanço. Então a última semana do ano, foi angustiante, só queria que passasse o ano. Quase como maratonista que já vai muito cansado, está a ver a meta, mas nunca mais lá chega. Acho que foi mesmo este o sentimento. E nem tive um ano mau, na verdade até foi um ano muito bom. Mas queria passar para o próximo capítulo. A cabeça de uma pessoa, é uma coisa muito complicada. 😉

Enfim, esquecendo os últimos dias (angustiantes) do ano. O meu 2017 é, sem dúvida, um ano para recordar. Utilizando uma linguagem de “futebolês” corrente, pode dizer-se que coloquei a carne toda no assador. O meu 2016, tinha sido um ano de decisões e de planeamento (despedi-me e tornei-me profissional do Meu Escritório). O 2017, tinha de ser um ano de muita ação. E assim foi (graças a Deus nosso senhor, à internet, e mais umas 25 coisas, entre as quais uma coragem gigante e muito amor à mistura). Começo o ano ao mais alto nível, a vencer o prémio de blog ano da FITUR e o galardão Turismo, na gala da Rádio Antena Livre. Epá, para mim, foram muito mais do que prémios. No caso da FITUR (Feira de Turismo de Madrid), ganhei uma votação, com um apoio gigante da minha comunidade. Foi uma semana super intensa e com um apoio impressionante, que me tocou. Mais do que votos, ir comprar pão, e a senhora da padaria, que eu não conhecia, dizer que já tinha votado em mim e que gostava muito do que eu escrevia, entre outros exemplos, fez-me andar nas nuvens. Depois, foi tudo a uma grande velocidade, num dia estava em Madrid a receber um prémio e no outro, em Abrantes, na gala da Antena Livre, com um Cine-Teatro cheio, com a minha família e amigos a assistir. Juro que acho que foi dos momentos emocionantes da minha vida. Ainda hoje me arrepio todo, quando penso no momento em que subi ao palco e discursei para aquela gente toda. Mais do que outra coisa qualquer, senti que os meus estavam orgulhosos no que eu tinha feito, e nos resultados que estava a obter. Depois, senti mais uma vez, que a minha gente, a gente da minha terra, tem muito carinho por mim, e pelo caminho, meio diferente, que escolhi. Já disse isto umas 1000 vezes, uma das forças, é ser genuinamente muito ligado à minha terra e às minhas pessoas. Numa era digital, sinto por vezes, que me faz parecer como uma espécie de astronauta. Tenho um blog dedicado à escrita de viagens e depois ando sempre a dizer que vou viver na minha terra para sempre. Esta identidade muito própria, que faz de mim um ser muito particular (é a minha Mãe que diz), é reflexo gritante deste prémio, talvez por isso me tenha marcado tanto. Enfim, seguindo com o ano de 2017. Depois dos prémios e de um Janeiro intenso, caso com a minha Liliana em Fevereiro, no dia dos anos dela e em segredo. Não há muito mais a dizer. Foi o grande o momento do ano e provavelmente, a grande história da minha vida até ao momento. Casámos de manhã no registo, onde entrei tipo ninja, a tentar parecer invisível, passámos o dia praticamente só os dois (existe lá coisa mais romântica) e no final do dia, fizemos uma surpresa à família e amigos, na festa de anos da Liliana. Sim, pensavam todos que iam para uma festa de anos e afinal, estavam num casamento. Tirando a parte que a minha Mãe ia morrendo, foi um dia lindíssimo e memorável. Como acontece nos filmes. Podem ler (ou reler) a história aqui. Ainda não satisfeito com esta agitação pessoal, no mês a seguir ao casamento, eu a minha Liliana comprámos casa, com obras e mudanças pelo meio, na nossa querida cidade, Abrantes.

2017, foi também um ano de muito trabalho. Trabalhei com municípios, com regiões de turismo, com hotéis grandes e pequenos, com universidade e escolas, com grandes e pequenas empresas. Todos eles ligados a coisas boas. Escrevi imensas histórias, dei dezenas de palestras e workshops, visitei lugares incríveis, vivi experiências extraordinárias (tenho de destacar a viagem que fiz pelos Caminhos de Santiago com a minha Mãe. Sim, a pé) e conheci gente maravilhosa. Gosto de escrever histórias sobre lugares meio esquecidos, mas de grande valor. Fui contra o óbvio, não apostei na quantidade, apostei na qualidade e, sobretudo, na identidade. Mais do que outra coisa qualquer, O Meu Escritório é lá Fora!, hoje é uma marca, com a qual muitos querem estar associados. Nem imaginam o orgulho que sinto. Muito mais do que um blog, criei uma plataforma de realização de sonhos. Dos meus sonhos e onde posso ajudar outros a sonhar. Ninguém me leva a sério nesta conversa, mas essa é mesmo a minha principal actividade, ser sonhador. Não é fácil e dá muito trabalho, mas sou tão feliz com o meu trabalho.

Pelo meio disto tudo, ainda fui convidado a dar aulas na Universidade Europeia, fui convidado por uma agência a levar pessoas a conhecer lugares que gosto e fui nomeado para mais (além dos prémios do agitado mês de Janeiro) uma mão cheia de prémios. Foi um bom ano este 2017, não me posso queixar.

Os planos para 2018 são dignos de umas Pirâmides do Egipto, é só isto que tenho a dizer. (na verdade, que seja como este ano, sobretudo com muita saúde para todos, que o resto tudo se resolve) 

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