O Ribatejo é a minha região (e gosto muito dela). Bem no centro de Portugal, com rio Tejo a dividi-lo (uma divisão pacífica 😉 ). Com uma enorme diversidade geomorfologica e cultural. Podendo ser divido em 3 sub-regiões: a Norte o Bairro, zona mais empedrada, região de olival e pinhal; no centro e coração do Ribatejo, a Lezíria, zona de campos ricos, de aluvião; e a Sul com Charneca, zona da montado, fazendo ligação ao Alentejo.

Porque tem um enorme potencial turístico, com muito por descobrir e muito por potenciar, cabe-me também a mim, divulgar “segredos” que não devem estar escondidos e que devem ser valorizados.

8 experiências que deve ter no Ribatejo (existem mais 🙂 ):

#CONVENTO DE CRISTO, Tomar

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Provavelmente o conjunto edificado mais emblemático do Ribatejo. Património Mundial da UNESCO, entre muitas históricas para contar e pequenos recantos para visitar, destaco a ligação à Ordem dos Cavaleiros Templários na parte mais abstracta e a janela do Capítulo do Convento e a Charola, como locais que merecem uma observação mais cuidada. Associada a uma visita ao Convento, vale a pena uma visita ao centro histórico da cidade de Tomar, assim como uma visita a outros monumentos nas proximidades com ligações diretas ao Convento, como o Aqueduto (mesmo ao lado), as Igrejas de Atalaia e Golegã, a Quinta da Cardiga (apesar de abandonada, vale a visita), na Golegã e o Castelo de Almourol, bem no meio do Tejo, na zona de Tancos.

+info: Convento de Cristo

#2 PASSEIO PELA ZONA DA CHARNECA DA CHAMUSCA

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Confesso que esta é minha zona favorita do Ribatejo. Basicamente, é espaço de terreno entre as áreas urbanas junto ao Tejo, a Norte, entre Abrantes e Chamusca, e entre o Alentejo a Sul, na zona de Montargil (também vale a visita à barragem). Sinto-me tão bem lá e sinto que a minha, em parte, vai sempre passar por lá. Um passeio, de carro ou de bicicleta, pelas estradas quase em transito, ao final de tarde, na Primavera, para mim roça a perfeição. Terrenos sem fim, utilizados quase em exclusivo para fins agrícolas ou para pastagem de gado. Vamos certamente nos cruzar com touros e cavalos, não fosse esta a terra deles. Vamos cruzar com campinos. Vamos passar por pessoas autênticas, com pilhas de histórias para contar. Que assim se mantenha para sempre.

#3 VISITA ÀS ALDEIAS AVIEIRAS DE PALHOTA, ESCAROUPIM E VALADA

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Aldeias de pescadores, bastante caraterísticas (engraçadas, vá! 😉 ). A sua origem esta na migração dos pescadores de Vieira de Leira, que para fugir ao rigoroso Inverno junto ao Mar, criavam campanhas de Inverno junto ao rio Tejo. Muitos foram ficando e deixaram este legado. Um passeio de barco no rio Tejo é aconselhado, onde para além de peixes e aves, poderão encontrar cavalos em liberdade numa ilha no meio do Tejo (muito bom, não!? 😉 ) 

#4 FAZER O PERCURSO DA GRANDE ROTA DO ZÊZERE ENTRE DORNES E CONSTÂNCIA

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Já falei inúmeras vezes aqui na Grande Rota do Zêzere. Por uma razão. É fabulosa. Podem fazer este percurso em um dia de bicicleta (contem mesmo com o dia inteiro), começando na belíssima aldeia de Dornes (a da foto), passando pelas Cascatas do Penedo Furado, pelo miradouro de Fontes, pela praia fluvial da Aldeia do Mato, terminando no rio Tejo em Constância, sempre acompanhado pelas fabulosas paisagens sobre o rio Zêzere e a albufeira de Castelo de Bode. Só de estar a escrever (sobre) me apetece ir para lá imediatamente.

+info: GRZ

#5 COMER UMA SOPA DA PEDRA EM ALMEIRIM

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Provavelmente o prato mais conhecido do Ribatejo. Sem dúvida que Almeirim é local indicado para tratar deste assunto. Existem lá uma mão cheia de restaurantes especialistas na coisa. Um pré-requisito, venham com fome, que o prato vem cheio!! 🙂 Mas por falar em comida, se visitar o Ribatejo, independentemente do prato ou do local, a coisa raramente falha neste item experiencial. É malta gostar de comer e servir bem. Podem dar uma olhada na lista dos restaurantes onde mais gosto de comer em Abrantes.

#6 VISITAR UMA COUDELARIA NA GOLEGÃ

A capital do Cavalo. Vale a visita a esta vila que respira Ribatejo e tradições. Cavalo e lezíria, é a mistura mais forte. Tirando a Feira do Cavalo, por altura do São Martinho, em fica inundada de belos exemplares de raça pura, a coisa fica mais  calma noutras alturas do ano e pode ser explorada de outra forma. Existem várias Coudelarias na zona, isto nem é uma recomendação, é a que conheço melhor, a Coudelaria Veiga, localizada na Quinta da Broa, em plena Estrada Real a caminho de Azinhaga, vale a visita.

#7 IR A UMA FESTA VERÃO NUMA ALDEIA DO RIBATEJO

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Existem milhentas festa no Verão para os lados do Ribatejo. A época festiva inicia-se em Maio na Ascensão na Chamusca e prolonga-se até Setembro. Existem múltiplas hipóteses, com touros, com cavalos, com fados, com campinos, com fandango, com baile. Todas elas com rios de gente na rua e muita animação (as vezes demasiada 🙂 ). A festa ribatejana alonga os limites administrativos, até Alcochete, Moita, Vila Franca, entre outras com festas de celebração da tradição ribatejana. Vale a experiência.

#8 VISITAR UMA ADEGA JUNTO AO TEJO

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O vinho esta moda e gosto de seguir a máxima que “beber um copo de vinho é muito do que simplesmente beber um copo de vinho”. É quase o contar de uma história (muitas vezes leva a quem o bebe a contar muitas outras histórias também 😉 ). O vinhos do Ribatejo parecem ganhar força e têm o Tejo como aliado, que lhes dá uma certa graça e os fazem certamente diferentes de todos os outros. As suas vinhas junto não são tão impactantes como as do Douro (a coisa aqui é mais plana), mas são muito bonitas. Beber um vinho, no Ribatejo, numa vinha junto ao Tejo, podemos juntar aqui o por do sol e um chouriço assado e um queijo, e temos aqui certamente uma experiência para recordar e deixar saudades. Quinta da Lagoalva, em Alpiarça, Quinta do Casal Branco, em Benfica do Ribatejo, Casa Cadaval, em Muge e a Quinta do Casal da Coelheira, em Abrantes, são bons exemplos.

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Written by Carlitos
Nascido e criado em Rossio ao Sul do Tejo, Abrantes, onde vive, tem alguma dificuldade em definir-se profissionalmente, por isso muitas vezes diz ser sonhador profissional. Esta faceta de sonhador levou-o a fugir de ser Eng. Civil e a criar o seu Mundo encantado com um projeto chamado O Meu Escritório é lá Fora!, que é, entre outras coisas, um blog onde relata as suas aventuras, viagens e sonhos. A coisa (o blog) tornou-se tão séria, que em Fevereiro de 2016 foi votado como o 7º Melhor Blog de Viagens do Mundo.